Há evidências arqueológicas de ocupação humana na região de Roma há aproximadamente 14.000 anos, mas a densa camada de detritos muito mais recentes obscurece sítios paleolíticos e neolíticos. Evidências de ferramentas, cerâmica e armas de pedra atestam cerca de 10.000 anos de presença humana. Diversas escavações corroboram a ideia de que Roma surgiu a partir de assentamentos pastoris no Monte Palatino, construídos acima da área do futuro Fórum Romano. Entre o final da Idade do Bronze e o início da Idade do Ferro, cada colina entre o mar e o Capitólio era encimada por uma vila (no Monte Capitólio, uma vila é atestada desde o final do século XIV a.C.).
No entanto, nenhuma delas possuía ainda uma qualidade urbana. Atualmente, há um amplo consenso de que a cidade nasceu gradualmente através da agregação ("sinecismo") de várias aldeias em torno da maior, situada acima do Palatino. Essa agregação, sinalizando a passagem de uma situação protourbana para uma situação urbana, foi possibilitada pelo aumento da produtividade agrícola acima do nível de subsistência, o que permitiu o estabelecimento de atividades secundárias e terciárias: estas, por sua vez, impulsionaram o desenvolvimento do comércio com as colônias gregas do sul da Itália (principalmente Ísquia e Cumas). Todos esses acontecimentos, que, segundo as escavações arqueológicas, ocorreram mais ou menos em meados do século VIII a.C., podem ser considerados como o "nascimento" da cidade. Apesar das escavações recentes no monte Palatino, a visão de que Roma foi fundada por um ato de vontade em meados do século VIII a.C., como sugere a lenda (data da tradição de Rômulo), permanece uma hipótese marginal.